28/11/2008

Dinâmica populacional brasileira

As melhorias sociais no Brasil ocorreram como na maioria dos países subdesenvolvidos no pós-guerra. Esta melhora está ligada à redução na taxa de mortalidade e natalidade devido às melhorias médico-sanitárias. Com o êxodo rural já não havia a necessidade de se ter muitos filhos, assim consequentemente ocorreu à redução na taxa de natalidade que segundo o IBGE era de 6,5 filhos na década de 1950. Portanto com a saída das famílias do campo em direção aos centros urbanos trouxeram á tona que mesmo com todas as melhorias sociais e sanitárias provenientes do termino da segunda guerra mundial a taxa de fecundidade veio a cair no Brasil, devido à necessidade do planejamento familiar. Em síntese não é necessariamente a queda das taxa de mortalidade no país que reduz o crescimento populacional, mas sim a soma de outros fatores como a inserção da mulher no mercado de trabalho e consequentemente o seu plano de carreira, daí a queda da taxa de fecundidade.

Assim a pirâmide etária nacional passa a ter uma redução considerável do numero de jovens e um aumento no número de idosos que criam e criarão maiores encargos para a previdência, pois, com o numero decrescente de jovens o país não terá recursos financeiros e mão-de-obra suficientes para a manutenção saudável da previdência social, causando severos impactos no quadro financeiro do estado.

Desta forma a dinâmica populacional brasileira é resultante das melhorias médico-sanitárias decorrentes do pós-guerra e das correntes migratórias em direção as cidades. Toda esta diminuição da queda populacional está ligada à participação efetiva do homem e da mulher no mercado de trabalho. Trata-se de um processo irreversível toda esta mudança na diminuição da taxa de fecundidade do Brasil.

A mudança da dinâmica populacional nacional se enquadra na teoria reformista onde o estado deve agir em função do social. Toda esta mudança está associada à melhoria dos parques industriais brasileiros que propiciaram esta revolução migratória e consequentemente em melhorias sociais. Assim com esta revolução no que condiz a queda da taxa de fecundidade no Brasil fica claro que quanto menor for à população e o seu crescimento melhor serão as condições do quadro social e econômico de um país.

Neomalthusianismo

Em meados do século XX, mas precisamente na década de 1960 ocorreu um incrível crescimento demográfico global gerado pelas melhorias medico sanitárias do pós-guerra. Este crescimento elevado trouxe a tona à teoria de Thomas Malthus, só que neste momento adaptado as novas condições sociais do mundo. A teoria Neomalthusiana se sustenta no alto crescimento populacional dos países subdesenvolvidos criando novamente teorias sobre a falta de recursos necessários para a sobrevivência de uma população, além claro com a elevação da pobreza. Todo este crescimento demográfico global ocorreu no pós-guerra, devido aos grandes avanços sanitários e médicos diminuindo a taxa de mortalidade com novos remédios, prevenção e vacinas. Conseqüentemente a partir daí o elevado crescimento demográfico.


Na tentativa de se evitar problemas maiores em relação ao aumento da pobreza nos país subdesenvolvidos os neomalthusianos sugeriram políticas estatais de controle sobre a natalidade de cada população, essas políticas foram nomeadas por planejamento familiar. Devido a esta nova corrente teórica dos demógrafos houve inclusive a participação e o pseudo-patrocínio do Banco mundial que desde então exige políticas efetivas dos estados sobre a taxa de natalidade de sua população nos países em desenvolvimento. Todavia de acordo com os entusiastas da teoria neomalthusiana são a miséria e a fome originárias de uma numerosa população em um estado incapaz de dar-lhes a assistência social adequada.


Assim como solução para a diminuição das desigualdades sociais e do efetivo controle demográfico os neomalthusianos sugerem quanto maior for à população de um país, maiores serão os gastos com a mesma, através de recursos assistencialistas. Por tanto é necessário um maior controle demográfico para a estabilidade econômica e social de um estado proporcionando uma manutenção sadia e equilibrada.

20/11/2008

Teoria Reformista X Neomalthusianismo

Em tese a teoria reformista foi criada como contrariedade a teoria neomalthusiana, de acordo com o ponto de vista reformista, mesmo que jovem e numerosa uma população devido à alta taxa de natalidade esta não é a causa do subdesenvolvimento, mas a conseqüência de uma sociedade praticamente abandonada pelo estado. Em países desenvolvidos onde o padrão e o estilo de vida é alto e ocorre o controle de natalidade aliado ao planejamento familiar o controle da natalidade da grande massa ocorre de forma natural.

Em nações subdesenvolvidas uma população jovem só é um problema para o estado econômico de um país quando esta classe é abandonada nos requisitos de preparativos sociais como educação, ensino técnico, segurança e saúde. Este tipo de descaso gera um enorme fardo ao estado, devido a grande quantidade de mão de obra desqualificada que deverá incluir-se no mercado de trabalho. Como necessidade de equilíbrio social o correto é quando o estado toma conta destes jovens aplicando na sociedade melhorias sociais.

O investimento na educação é substancial na melhoria de todos os indicadores sociais de uma nação. Pois quanto mais miserável for a situação de uma família, menor será a consciência destes indivíduos sobre o planejamento familiar e ingresso ao mercado de trabalho. Assim quanto maior o grau de escolaridade de um individuo, menor será o numero de filhos do mesmo e conseqüentemente a queda da taxa de mortalidade. Portanto de todas as teses ou teorias, a teoria reformista é a que melhor define as necessidades e os fatores geradores de pobreza tentando contribuir para a queda do subdesenvolvimento neste países não desenvolvidos.

08/11/2008

Concepção histórica & Thomas Malthus

Durante a revolução industrial as grandes cidades européias e principalmente os grandes centros urbanos da Inglaterra estavam com o nível demográfico populacional acima do estimado pelos grandes estudiosos. Este fato deu-se devido ao êxodo rural e pela migração destes trabalhadores aos grandes centros em busca de uma maior renda financeira e novas oportunidades. Entre os séculos XVIII e XIX, já havia preocupações referentes ao aumento populacional no planeta. Thomas Malthus, foi um inglês profundamente cristão, pastor anglicano e economista. Mostrou-se estar intensamente incomodado e pessimista neste período com o aumento desenfreado de toda a população mundial e as conseqüências desse aumento. Thomas Malthus escreveu a obra “Ensaio sobre o principio da população”. Segundo Malthus eram necessárias atitudes antinatalistas ou a diminuição da natalidade ou simplesmente da fecundidade para a diminuição da população mundial.

De acordo com os estudos de Malthus a população mundial crescia de uma forma bastante acelerada, dobrando a sua quantidade a cada 25 anos. Ao contrario vinha o crescimento da produção de alimentos que no momento crescia muito pouco. Assim a diferença acentuada entre o crescimento populacional e o da pobreza e da fome. Para Malthus eram fortes as necessidades de políticas antinatalistas visando o equilíbrio social.

Malthus afirmava que a natureza contribuiria para o equilíbrio populacional através de epidemias e catástrofes naturais ou até devido a guerras, eliminando boa parte da população. Então era necessário o controle populacional para atender as necessidades da produção de alimentos através do planejamento familiar, abstinência sexual e outros recursos.

O fato é que a historia provou que Malthus estava seriamente equivocado em muitos aspectos. Por exemplo se a população houvesse duplicado a cada 25 anos. Hoje a população mundial seria de 15 bilhões de pessoas. No aspecto tecnológico todo o avanço neste setor proporcionou rebanhos e colheitas maiores e mais produtivas. Já no final do século XX, a produção agrícola mundial teoricamente poderia satisfazer a totalidade da população mundial.

Karl Marx questionou Thomas Malthus, afirmando que a superpopulação mundial atenderia as necessidades do capital industrial criando um exercito de trabalhadores na reserva gerando disputas por postos de trabalhos e conseqüentemente em reduções salariais.