
Não bastassem os desastres políticos, populares e econômicos o povo haitiano ainda tem de ser preocupar com os desastres naturais, claro, levando-se em conta que catástrofes naturais não podem ser repelidas, mas assim mesmo, está bem clara a real situação do país. Furacões e terremotos são oriundos da localização geográfica do Haiti, localizado no mar do caribe a pequena ilha, onde faz divisa com a República Dominicana é alvo fácil por estar em zonas climáticas e tectônicas instáveis. A questão a ser abordada fica no fato de apenas a nação haitiana, ou seja, a sua população e estrutura física terem sofridos danos irreparáveis. É evidente que isto está atrelado a estrutura do país, onde toda a sua população está à mercê da miséria e indolência política. Imagine a estrutura física do Haiti como uma casa, imaginando, seria esta uma casa aos cacos, antes mesmo de toda esta tragédia.
Muitos estão a questionar sobre o ocorrido de modo á creditar tamanha desgraça apenas a catástrofe tectônica, mas, vai muito além destes fatores. A tragédia deu-se em escalas quando todo o país por acomodação política e popular permitiu a sua própria ruína, as construções ruíram de modo a mostrar o que realmente é o Haiti, além da fome e pobreza exacerbada. Neste momento pode-se presenciar a comoção das classes políticas, industriais e da mídia. Mas, e depois? – Como irá ficar o povo haitiano com toda a sua parte da ilha arrasada. Historicamente explorado este povo irá precisar de toda ajuda possível mesmo quando passar a febre das noticias. Talvez, algumas décadas sejam necessárias para colocar este país de pé, talvez, algumas décadas também sejam necessárias para apagar a dor e o sofrimento do rosto do povo haitiano. Porém, algumas semanas serão necessárias para todo esse furor sobre o incidente se acabar.
Assim, as tragédias naturais serão sempre naturais por mais obvio que pareça, mas a sociedade junto de todo o esforço político possível deve compreender que algumas prevenções podem ser feitas com o bom e velho planejamento urbano e suas regras de construção.
Mas, em todo este caos o que menos interessa são os prédios e rodovias, pontes e etc.
O que realmente interessa é como vai ficar o povo haitiano, sobre quais atitudes serão tomadas além de lhe promoverem socorro. Em breve problemas piores galgarão seu espaço nessa evolução caótica haitiana fazendo com que toda esta população passe a sofrer ainda mais. Fazer o possível? Não. Buscar o impossível. E quanto mais países como o Brasil, EUA e participantes da União Européia colaborar, menos dolorosa será a reconstrução cultural, em primeiro lugar. Se é que algo pode amenizar a dor deste povo já cansado de tanto sofrer e extenuado dos horrores impostos a si próprios por si próprios e seus antigos exploradores. Assim, que Deus abençoe a nação haitiana e abençoe ainda mais as potencias econômicas e seus lideres de gabinete a ajudarem na reconstrução da simpática ilha que viveu o seu dia mais trágico. De maior dor para um povo já cansado de tanto sofrer. Cansado de tanto ser enganado.