A América Latina desde o período colonial foi utilizada para meios de exploração. Desde as colônias, as aristocracias comandaram o continente através da opressão e a servidão de sua população. Os países latino-americanos não puderam participar dos mesmos processos desenvolvimentistas das nações industrializadas em tempo ou período adequado, como a Revolução Industrial, processos de urbanização e estruturação político-econômica adequada. Todos estes fatores aliados as independências tardias desencadearam todo um atraso na conjuntura do continente. Não havendo ordem e estrutura todos os processos foram atropelados, onde os países latinos prosseguiram no subdesenvolvimento. A prática exploratória das colônias condenou a prosperidade dos países latino-americanos através de todo o tipo de intervenção.
Na segunda metade do século XX, houve de fato a industrialização dos países latinos, porém ocorrida de maneira errada, descontinua e despreparada. Os maquinários que chegavam eram ultrapassados, não havia uma estrutura industrial física adequada, o que centralizava as indústrias nas grandes cidades. A falta de estrutura energética sempre foi um grande problema para os setores da indústria. Após a construção de uma considerável estrutura industrial de mercados, as indústrias e empresas estrangeiras chegaram ao continente através da fragilidade e abertura econômica, monopolizando todo o setor industrial. Assim, mais uma vez os países latinos ficaram reféns de grandes potencias que continuaram a interferir nos governos e projetos econômico-sociais.
Estas novas mudanças estruturais ocorrem em um momento onde se busca resgatar as raízes revolucionarias e independentes dos povos latinos, hoje mais instruídos intelectualmente e tecnicamente. Hoje países como a Venezuela, Equador, Uruguai e Bolívia defendem ideais mais socialistas do que capitalistas, onde se pode incluir também o Chile e o Brasil. Lideres regionais como Hugo Chávez, Lula, Rafael Correa, Evo Morales e Tabaré Vasquez conduzem uma nova política na América Latina, defendendo os interesses dos estados da região.
Estes governos buscam melhorias sociais, através de suas riquezas. O momento é de retomadas de estatais, onde os países latinos estão tomando a rédia de seus destinos, não dependendo exclusivamente das nações mais desenvolvidas.
Antes existiram os Caudilhos com lideres regionais, mas hoje se tem o presidencialismo, democracia, um setor industrial fortalecido e o desejo de prosperidade. O fato é que os países latinos encontraram o caminho da independência que é o fortalecimento como unidade regional, social e política, onde cada vez mais irão surgir novos lideres pregando o fortalecimento da região, visando o mundo.
2 comentários:
Acho interessante pensarmos em que a América Latina está atrasada. Pois pensar em atraso parte do pressuposto, que é real, de um modelo estabelecido, e esse modelo é capitalista muitas vezes. Os valores burgueses estão engendrados. Temos que repensar tudo isso, para não cometermos o mesmos erros...
Hmm, curioso, na Flip ontem assisti a uma apresentação do livro de simon Schaman, ele falava do "futuro da america", não concordei com muita coisa pq ainda tem pessoas ultra inteligentes que acreditam que tudo pode ser REVOLUCionado, bom, mas parte da idéia de cada um...
confirta tbm:
http://joycebc.blogspot.com
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