27/08/2008

O fracasso popular

O Brasil é uma falsa premissa de felicidade! O importante é crer que a conjuntura é boa ou o fato de que a estrutura parece sólida. Casualmente e aparentemente esta nação parece estar sóbria, parece estar se livrando dos vícios que a jogaram no ostracismo econômico da década de oitenta, aparenta estar feliz este conjunto habitacional. O governo ou os governos que por aqui passaram e que ainda estão administrando o nosso conjunto partem do principio econômico do capital, primeiro a econômica, depois o social, mas isto não significa que o estado esteja ausente quando no mínimo sabemos que ele não quer estar. O estado até nos ajuda procurando assistência aos nossos vizinhos que estão passando por dificuldades "momentâneas". Eu quero um representante e você?

Digamos que historicamente os moradores do nosso conjunto habitacional chegaram aqui com as calças nas mãos e ganharam um quarto e sala para começarem suas vidas, eles vieram aos montes e este monte era a plebe, algumas pessoas chegaram ao nosso condomínio bem intencionados pensando consigo, "estou aqui e tudo vai ser diferente" já outras apareceram aqui no conjunto habitacional Brasil e gritaram " estou aqui, não tenho dinheiro para pagar o aluguel, não faço nada para mudar isto". A culpa é do estado? Claro que é isto vai parar na mídia e chega ao povo, pior isto chega ao povo desenvolvido que fica perplexo com o seu sentimento de culpa de ter expropriado todos os sonhos dos moradores do condomínio Brasil, então eles decidem ajudar! Com um breve tapinha nas costas. Isto é bonito, como eles são caridosos, bondosos ou talvez superiores. Então o administrador do condomínio "começou a pensar" se eu fizer aqui e ali uma escola, um hospital, uma creche quem sabe assim posso diminuir um pouco o meu remorso de deixá-los assim. Assim como, na miséria claro, mas, o administrador fez a parte dele colocou ali no conjunto habitacional as ferramentas necessárias para a reforma, mas ninguém se mexeu, ninguém quis trabalhar. Porém o administrador é insistente talvez claro pelo fato de que ao fazer alguns empréstimos o capitalista tenha lhe dito, "este dinheiro deve satisfazer todas as necessidades do seu conjunto, gaste-o com sabedoria". E o administrador do conjunto o fez, não estando isento claro de seus remorsos, pois ele deixou que seus ajudantes tomassem parte deste capital, ele sabe que fez mal, mas esta é a política deste conjunto é a política do aproveitamento contínuo.

Os habitantes revoltados, sempre estão revoltados, pois o administrador não coloca comida em suas mesas, não lhes dá o bendito peixe. Embora o administrador tenha dado aos seus moradores varas de pescar e os moradores em questão reclamaram "esta vara de pescar está muito velha", exigimos peixe, exigimos comida de graça e o senhor que vai bancar! A questão é que o administrador não vai bancar nada quem vai bancar essa carga improdutiva e desprovida de bom senso são os moradores do conjunto que chegaram prontos para fazer a diferença e que está em dia com as contribuições referentes ao conjunto habitacional Brasil. Outra diferença é a freqüência escolar das crianças dos bons moradores do condomínio, estas crianças estão enquadradas nos princípios de ajuda mútua, seus pais trabalhadores estão a lhe ensinar a diferença do correto e do incorreto, ensinando-lhes a pratica do progresso. Particularmente gosto destes vizinhos eles não ficam bêbados durante a semana, estão sempre trabalhado ou produzindo algo de útil em pró da comunidade sempre trabalhado ou produzindo algo de útil. Felizmente a parcela destes vizinhos é cada vez maior e esclarecida, capazes de tentar fazer a diferença em busca de melhorias para o nosso conjunto habitacional Brasil.

Nenhum comentário: