28/08/2008

Status priori

O capital nos leva a crescer, prosperar, participar ou simplesmente nos elevar ao ostracismo social. A particularidade da sociedade faz do cidadão objeto do uso continuo e exploratório do capital ou status. A base fundamental do sistema refere-se à utilidade da ferramenta prática e do convívio entre as pessoas. Cria-se um cidadão para o convívio, para participar e servir como peça na incontrolável engrenagem que move o capitalismo. As esperanças baseiam-se em consumo, do consumo predatório, do consumo que devasta a priori e que devasta a essência de crescermos como humanos privilegiando o uso dos princípios e da boa vontade.

A fase terminal da doença ocorre quando deixamos de acreditar na naturalidade do convívio, ficando a margem da consciência e do padrão emocional. Faz bem pensar que alguns indivíduos participam do meio sem amarrar-se a banalidade do consumo excessivo, preservando a continuidade da espécie sem dar ênfase a grupos sociais vivendo as suas vidas como elas devem ser vividas, apreciando-as de forma assaz consciente.

O status e esta sociedade nos fazem pensar e sentir como peça fundamental do esquema do capital, quando na verdade apenas passamos por peças de apoio incondicional involuntária e ao fazermos parte deste jogo estamos a condenar a espécie humana, condenando as futuras gerações à ilusão de uma sociedade participativa onde a sua única função é consumir. A priori do capital baseia-se no consumo e o status se ampara neste circulo vicioso.

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